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Rafael Carnevalli
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Rogério Araújo | Imagem: Creative Commons/EBC
Ajudar financeiramente uma organização social nunca foi tão fácil. Por meio do próprio programa de declaração de Imposto de Renda, já é possível contribuir com diferentes causas e ajudar ONGs a dar continuidade em trabalhos sociais. Até 8% do IR devido pode ser destinado a doações.
Para doar é muito simples. Na hora de realizar a declaração, basta entrar na ficha "Doações diretamente ao Estatuto da Criança e do Adolescente", que fica no resumo geral do programa; selecionar uma ou mais organizações cadastradas na lista, e, por fim, informar o valor da doação, que deve estar dentro do limite de dedução, calculado automaticamente pelo software.
Contudo, é importante tomar alguns cuidados na hora da declaração, esclarece o Alvino de Souza e Silva, superintendente da Liga Solidária, organização social sem fins lucrativos que atende mais de 10 mil crianças, jovens e adultos em situação de alta vulnerabilidade social. "Não são todas as doações que contam com o benefício fiscal. É preciso se informar para saber se a organização é credenciada para receber incentivo fiscal", ressalta.
"As doações por meio do IR são muito importantes para nós. Mesmo representando uma porcentagem pequena para o doador, as contribuições, sem dúvida, são de extrema ajuda para as organizações, pois possibilitam dar continuidade aos trabalhos", declara Alvino de Souza e Silva.
Financeiramente, nada muda para quem escolher doar parte de seu imposto a uma ONG, mas ter a oportunidade de escolher para onde irá o dinheiro e ter a certeza de que a doação ajudará outras pessoas tem um peso muito importante e significativo.
O programa emite um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), que deve ser pago em dinheiro, pessoalmente, nas agências bancárias, ou pelos meios eletrônicos oferecidos pelo banco. Bens como imóveis não são aceitos como doações. O pagamento deve ser feito até o último dia da entrega da declaração (30 de abril).
Por: Agência Jovem de Notícias.
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A criança não precisa esperar ficar adulta para começar a fazer coisas importantes. Tem criança que desde pequena já abraça uma causa e vai atrás de um jeito para resolver as coisas relacionadas ao seu tema de interesse. O pequeno Alejandro Cuan Tichauer, de oito anos, é um belo exemplo de criança que faz a diferença. Após assistir a uma palestra sobre deficiência visual, Alejandro teve uma ideia nobre: ajudar as pessoas que não podem enxergar.
Empolgado, pediu que a mãe comprasse a máquina de escrever em braile para que pudesse doá-la para a Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual (Laramara). Infelizmente, nem tudo eram flores, e o Alejandro logo descobriu que tudo seria um pouco mais difícil: sua mãe explicou que poderia demorar um tempo para juntar o dinheiro.
Esse menino determinado não desistiu e resolveu então criar uma campanha para arrecadar dinheiro. Foi atrás de familiares, vizinhos e professores, somando 160 contribuições, num total de R$ 5. 010,00. Com esse dinheiro, ele conseguiu ir além e comprou duas máquinas e 25 bengalas. "Ajudar as pessoas me deixa feliz. Saber que a vida dos deficientes é melhor e fui eu que ajudei me faz muito feliz", diz Alejandro.
E não para por aí; Alejandro tem planos de ajudar outra instituição. Cuidar é uma missão que quer levar pra vida. Futuramente, ele pretende ser médico pediatra. E, para inspirar você, Alejandro deixou uma mensagem:
"Queria que todos pudessem ajudar, não é difícil, basta ter vontade e começar".
Louis Braille
Apesar da pouca idade, crianças e adolescentes em todo mundo tiveram iniciativas que mudaram a vida de muitas pessoas. O próprio braile, sistema de leitura com o tato para cegos, foi criado pelo francês Louis Braille, quando ele tinha apenas 15 anos.
Aos 3 anos, Louis sofreu um acidente na oficina de seu pai e furou um de seus olhos. Ele teve uma infecção que passou para o outro olho. Aos 5 anos, estava totalmente cego. Aos 12 anos, ele conheceu um sistema de escrita para leitura no escuro desenvolvido por um capitão da marinha francesa. Braille decidiu aprimorar o sistema.
O jovem trabalhou por três anos no projeto e, em 1824, quando tinha 15 anos, ele apresentou a invenção a seu mentor no instituto, que encorajou os outros alunos a utilizá-lo. Hoje, o sistema é utilizado em todo mundo. Viu que bacana? A criança pode sim fazer diferença, basta querer!
Por: Agência Jovem de Notícias
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